É fácil,é Barak e dá milhoes de Diogo Hoffbauer

Hillary Clinton e Barak Obama protagonizam uma das lutas mais bizarras da história dos Estados Unidos da América. Porque a crua verdade é esta: o próximo presidente do país de Washigton e Jefferson ou será uma mulher ou será um tribal.
Do lado de Obama está a vantagem de ser um homem. Do lado de Clinton está a vantagem de se parecer com o seu homem. Em tudo. Reparem que até no sorriso forçado.
Eu até já imaginei a cara de Obama como a quinta no Mount Rushmore e até fica engraçado, ali mesmo ao lado do Lincoln. Se bem que por respeito aos pobres coitados ali esculpidos deviam construir a cara de Hillary, porque eles bem devem estar a precisar de uma companhia feminina passados tantos anos em que o mais feminino que tiveram foi o cabelo de George Washington.
Mas eu - pasme-se - encontro uma vantagem em vontar em Clinton. Se repararem, com uma mulher no poder, os Segredos do Estado norte-americano seriam do domínio público. Era num instante que, Clinton, do seu escritório, admirando-se com algo do domínio estritamente governamental, telefona ao marido e diz: "Honey, nem imaginas o que é que eu descobri aqui! Não é que o...", "Eu sei, filha, era a mesma coisa há dez anos atrás quando eu estava aí nessa tua cadeira", "Não, sweetie, nesta não estavas, que esta mandei eu instalar e tem massajador", "Massajador, hein? Se eu soubesse tinha sido bom para mim e para a menina Lewinsky", "Não ouvi, Billy, diz lá?, "Nada filha, bom trabalho!".
É perciso referir que o famoso caso de adultério de Bill Clinton com Monica Lewinsky - tem mesmo nome de judia a mulher! - também deve ter tido influência na sanidade mental de Hillary, porque nunca cai bem no goto uma traição, nem que seja por uma questão de orgulho. E eu penso que o orgulho poderá falar mais alto, e Hillary pode estar aqui à procura de uma oportunidade para se vingar. Esperará que, sendo eleita presidente, terá um secretário jeitoso. E cego, para as hipóteses existirem. E pimba! A vingança servida fria!
Mas como eu dizia - e porque é importante não perder o fio à meada - Hillary Clinton telefona ao marido e, não lhe tendo podido dar novidade, vai telefonar à melhor amiga. E quem diz melhor amiga diz as amigas. E quem diz amigas, diz o carteiro. Há essa necessidade de dar à lingua, de contar tudo. Se Bush fosse uma mulher, a invasão ao Iraque e os seus mais ínfimos pormenores em dois dias que seriam do conhecimento aqui do chinês que tem uma loja na minha rua. Positivo, portanto.
Uma coisa que eu não apreciaria era mais uma família de poder. Num contexto distinto, temos os irmãos Castro. Temos os Bushes. E agora, depois de Bill, candidata-se a mulher. Qualquer dia candidata-se o cão. E eu antes votava no cão.
Uma nota: penso que em Portugal nunca seria possível termos uma mulher como Presidente da República. Porquê? Pelo assombroso número de pessoas que ainda diz a palavra "presidenta". Enquanto não se aprender que "presidente" é uma palavra neutra - ou "unisexo" para quem se dê melhor com a palavra - nunca teremos uma mulher no poder. Nesse aspecto, os americanos levam vantagem por terem uma lingua bem mais facil. E mesmo assim Bush Jr. a complica, diga-se.
E baixando a poeira, quem ficará de pé? É facil, Obama. Primeiro, porque sim. Segundo, porque Obama é do Quénia, e sabe bem como domar as feras como Clinton.

Este texto do Diogo Hoffbauer data de 27 de Fevereiro de 2008. Qual é entao a razao porque publico um texto tao antigo e com tao pouca actualidade? Porque o acho muito engracado.

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