10 de junho de 1580
No mar tanta tormenta e tanto dano, Tantas vezes a morte apercebida! Na terra tanta guerra, tanto engano, Tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano, Onde terá segura a curta vida, Que não se arme e se indigne o céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? Os Lusíadas | I, 106 Ó glória de mandar, ó vã cobiça Desta vaidade, a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto, que se atica C' uma aura popular, que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito v ão que muito te ama! Que mortes, que perigos, que tormentas, Que crueldades neles experimentas! Os Lusíadas | IV, 95 Auf See so viele Stürme, so viel Scheitern, so oft den Tod vor Augen! Zu Lande so viel Kriege, so viel Betrug und so viel Not, die niederdrückt! Wo kann ein schwacher Mensch geborgen sein, wo kann er sicher sein in seinem kurzen leben, dass nicht der hohe Himmel wild gewappnet ihm gegenü...