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Primavera de Maio

Vestimo-nos de presentes em auras de carícias, serenas, semeando gestos a concertar o futuro. Aguardamos, expectantes, que desabroche o que plantámos na mira da Primavera de Maio. Do chão, colheremos o fogo e a luz, renascidos. Com a loucura a nutrir-se no sofá vermelho dos sentidos. Como palhas, omitiremos o ferro e a ferida. Seremos luz dentro da luz. Um clarão onde não há o ontem. Nem o depois. Só o agora. Poema: Nilson Barcelli © Maio 2009 Die Übersetzung folgt!!!